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Culturalmente falando
É um negócio engraçado esse lance de cultura. Quem nunca passou pela situação de passar uma mina magrinha na rua, mas que na sua concepção é uma baita duma gostosa. Óbvio que o cara seca geral e depois ainda dá aquela virada pra ver um pouco mais (ou analisar o derriére). Todo homem faz isso quase que automático (se tá com a namorada ou esposa, finge que não vê ou olha discretamente e sempre se fode) pois tem desejo na mulher gostosa como se fosse uma fêmea no cio. O tesão que ele sente por ela é por causa do padrão de beleza que ele considera o ideal. E de onde surgiu isso? Vem do aprendizado de quando se é criança, da diferenciação do que a sociedade acha bonito e feio, quee depois é muito bem reforçado pela mídia. Não tem como, o cara acaba sendo induzido a gostar daquele padrão (o mesmo, em proporções bem diferentes, vale para as mulheres também). Claro que isso muda constantemente, aos poucos vai se adaptando-se à época, é só pensar que a mania no Brasil de corpo saradão e peitos siliconados é bem recente, anos 90.
Mas imaginem a seguinte cena: Renascimento, há uns 200, 300 anos atrás, sei lá. Passa aquela gorda com quase 200 kgs e os caras que estão na taverna devorando com as mãos um animal qualquer cru,comentam:
Homem 1: Tu viu aquelas banhas saltando pra fora? Que gostosa.
Homem 2: Coisa de loco. E aquela bunda caída?
Homem 3: Sen-sa-ci-o-nal! O que eu não faria pra lamber aquelas celulites?
Homem 4: A mim não me agrada, bofe. (nessa época já tinha os veados – e muitos)
Aí passa a tataravó da Kate Moss, com os mesmos dotes:
Homem 1: Que mina escrota!
Homem 2: Devia ter vergonha de sair de casa com um corpo desses, sem carne.
Homem 3: Puta que pariu, ela pelada deve ser um nojo.
Homem 4: E qual não é?
É, cultura é mesmo um negócio estranho. Mas pensando bem, eu conheço gente que ainda acha que estamos no Renascimento.
Escrito por Leo Garcia às 02h35
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Falando em Rede Globo...
Falando na todapoderosa, tem mais duas coisas que eu queria comentar. A primeira é que eu não entendo como os brasileiros gostam tanto de novela. É sempre a mesma história, o mesmo enredo, acontencendo em um lugar ou época diferente. Os mocinhos sofrem, sofrem e sofrem durante 8 meses, enquanto que os vilões só aprontam, aprontam e aprontam. Aí tem o núcleo dos personagens engraçados que é o que mais faz sucesso. Na última semana, tudo acaba bem, casamentos, filhos, vilões presos ou mortos. E o pior é que toda a audiência já sabe os detalhes do que vai acontecer, ou por que viu nos programas de fofoca na Rede TV ou por que a vizinha leu na capa da contigo. Por isso que as últimas novelas que eu gostei foram Vamp e Quatro por Quatro, e eu tinha menos de 16 anos e tudo era mais simples (ou não).
A outra coisa é mais curiosa: desde pequeno eu percebo que meu pai sempre responde o "boa noite" dos apresentadores do Jornal Nacional. Mas eu pensava que era só ele, mas parece que tem um estudo ou uma pesquisa, sei lá, que diz que a maioria das pessoas fazem isso. Bizarro, mas engraçado. Boa noite.
Escrito por Leo Garcia às 12h25
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O dia que Eurico Miranda foi o Rei do Brasil
Me lembrei duma história sensacional, que é pouco lembrada pela massa: o dia que o Eurico Miranda fudeu a Globo. Que coisa demais. Era a Copa Havelange de 2000 (mais um truque sujo da CBF para virar a mesa). No segundo jogo da final entre Vasco e São Caetano no Estádio São Januário, a arquibanda despencou durante a partida, deixando centenas de feridos em pleno gramado, tudo ao vivo pro Brasil inteiro. O jogo foi transferido e a final foi realizada só quase um mês depois no Maraca, já em 2001.
O Euricão tava puto da cara com a Globo, dizendo que ela tinha sido a culpada pela suspensão do jogo e também que tinha feito uma edição filha da puta com ele. É que quando o jogo estava quase sendo reiniciado e a maioria das mais de 200 pessoas já retiradas do estádio, a tv flagrou ele berrando “Limpem o campo”. Bom, não precisa nem dizer como isso foi usado depois.
Então, o cartola fez uma das coisas mais geniais que já vi em toda vida: no dia do jogo, sem ninguém saber de nada, o Vasco entra em campo com o logotipo do SBT estampado em sua camiseta e em seu calção. Como já era 2001, seu contrato com a Bombril já tinha acabado, então não tinha nenhum problema. E o melhor de tudo é que nem o Silvio Santos sabia da tramóia (tempos depois, ele admitiu que se dirvitiu a beça com todo o rolo). Ou seja, mais de 20 milhões de telespectadores ficaram assistindo mais de 2 horas na Globo, a marca do SBT, num jogo em que os câmeras nunca evitaram tanto os closes. Sem falar na torcida vascaína que entrou no clima e berrava cantigas como “Ah, é Silvio Santos”, “Ão, ão, ao, é Jogo do Milhão”, “Ritmooo, é Ritmo de Festaaa”, e ainda ofensas a Rede Globo, que inevitavelmente cortou o habitual áudio da torcida.
Final da tarde, 3 a 1, Vascão Campeão Brasileiro, com gol de Romário e Globo humilhada. O Eurico Miranda é com certeza o ladrão filha da puta mais afudê que existe.


PS: Depois disso, a cada semana a Globo descobria novas contas milionárias do Euricão em paraísos fiscais e 1001 tretas, mas não sei se deu em alguma coisa. Na real tô pouco me fudendo, essa história já me basta.
Escrito por Leo Garcia às 21h55
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GRANDES PROFISSÕES BRASILEIRAS
Esse é um artigo que eu escrevi em meia hora quando ainda trabalhava na Dez. Se eu me puxasse mais daria pra ficar melhor, mas de qualquer jeito vo bota o original aqui:
"O FLANELINHA"
Depois que eu li a entrevista com um flanelinha, numa dessas revistas que a minha agência ganha de graça, eu fiquei que um lance na cabeça. O cara disse que tira em torno de R$ 3,000 por mês. Bom, que eu saiba é muito mais que a maioria dos publicitários. Pensei então, por que não criar uma faculdade para tão bem remunerada profissão. Eu dividiria nos seguintes módulos:
1º SEMESTRE
Teoria do Flanelinha I Introdução à Escolha de Um Bom Ponto História do Guardador de Carro I Introdução à Riscar o Carro de Quem não Paga Português Aplicado às Ruas I Religião
2º SEMESTRE
Português Aplicado às Ruas II Ética (opcional) Criatividade para passar o tempo Pequenos Furtos introdução à Jornal (ênfase Diário Gaúcho)
3º SEMESTRE
Português Aplicado às Ruas III Dinâmica da Com. Coletiva aplicada à Pedir Bermudas ou Tênis da Hora para a Playboyzada Filosofia Transporte Coletivo - Passando por Baixo da Roleta História do Guardador de Carro II
4º SEMESTRE Matemática Básica para Contar Moedas Pesquisa de Mercado - Achando o que Tenha a Cerveja mais Barata Produção em Shows Medianos Teoria da diferença entre o Flanelinha e o Guardador Semiótica aplicada à lavagem de carros Matar ou Morrer por um Ponto
5º SEMESTRE Monografia (TC1) Novas Gírias pra Catar Mulher Produção em Finais de Campeonato Produção em Shows Internacionais Metodologia Científica da Comunicação com os Porco Filho da Puta
6º SEMESTRE Estágio Realidade Sócio-Ecônomica do Flanelinha Projeto Experimental I Projeto Experimental II - Monografia Benefícios da Cola
Escrito por Leo Garcia às 13h48
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Sobrevivemos
A viagem para a Europa Brasileira tava do caralho. Não to a fim de conta todas as histórias engraçadas e bizarras que rolaram, até por que se não isso vai acaba virando um diário. Só uma palhinha então (aproveitando que o Danrlei tava em Porto Alegre).

Concentração antes da festa de sexta.
Escrito por Leo Garcia às 02h08
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