Uma caipirinha, por favor


Kaiser, uma grande cerveja

Quem não se lembra do dia que o Edmundo (o Animal), fez uma festa de aniversário pro seu filho e foi flagrado dando cerveja para um macaco. Isso foi realmente engraçado.

 

Esses dias comecei a provar uma teoria que eu tenho: a Kaiser não é ruim. É que, na real, mais de 90% das pessoas que tomam cervejas com freqüência (uma ou mais vezes por semana) não conhecem bulhufas do assunto. Aí, de uns anos pra cá, começaram a dizer que a Kaiser é ruim, que a Kaiser é uma merda, que a Kaiser dá dor de cabeça e isso virou uma verdade absoluta. É um daqueles boatos que tomam conta de toda a cidade (eu não sei como isso é abordado em outros estados, até porque cada pessoa me diz uma coisa diferente), e que acabou tomando proporções astrônomicas. Mas, na minha opinião, é um lance totalmente psicológico, óbvio que se todo mundo diz que o negócio é ruim, o cara já vai predisposto a não gostar. E como todas as cevsa pilsen se parecem muito o cara acaba indo na onda sem se dar conta. Eu, quando vou comprar, pago um pouco mais caro pela Bohemia (foi posto na nossa cabeça que essa é boa) em vez de comprar a Kaiser. E a minha tira do Bruno que eu fiz tirando sarro da Kaiser é uma das preferidas do povo.

Então, esses dias, tava rolando um churrasco aqui na minha casa (mais precisamente, o dia em que o Brasil goleou a Argentina), e eu resolvi fazer um teste cego com meus amigos. Participaram nove deles, sendo que todos são caras que bebem muuuuuuita cerveja há muitos anos, e são bem familiares ao assunto.

Bom, o esquema foi o seguinte: comprei 5 marcas diferentes (Brahma, Skol, Bohemia, Antarctica e, obviamente, Kaiser), e coloquei cinco copos na mesa com números. E um copinho com água pra fazer a balaca. Fiz o gabarito e um por um foi lá fazer a prova. A organização foi quase como uma eleição do TRE, ninguém comentava nada e logo depôs me passavam seu parecer para mim guardar na urna (meu bolso). O resultado foi surpreendente (ou não). Dos nove:

 

-    6 acertaram apenas uma marca de cerveja

-         2 acertaram duas marcas

-         1, o Lura (futuro piloto de companhias aéreas) gabaritou

-         Apenas 3 adivinharam qual era a Kaiser

-         Dois trocaram Kaiser por Bohemia

 

Aí começou a vir as desculpas, do tipo, a maioria já tava muito bêbado e por aí vai. Ontem, veio amigos da Dez aqui em casa, e refiz o teste. Exatamente o mesmo, só que com 4 pessoas apenas, que também já estavam um pouco alcoolizados. Três acertaram só uma (a mesma, incrivelmente a Skol), sendo que dois trocaram a Bohemia pela Kaiser (um deles, vamos chama-lo de Mr. B, se dizia um expert em cervejas e leitor de livros do assunto).

E a outra, que vamos chamar de Sra. O (a primeira moça que participou do teste) não acertou nenhuma, e marcou, inclusive, Polar (Obs: a Polar não constava no teste). Ela ainda me ofereceu um mensalão pra mim vender o gabarito antes dela provar as bira, mas como eu não tenho cara de Roberto Jefferson, recusei e manti a legitgimidade da prova.

 

O primeiro tabu eu já estou derrubando, mas pretendo fazer um novo teste, com ainda mais gente e que todos estejam sóbrios, pra não haver mais desculpas esfarrapadas. Acredito fielmente que o resultado não vai ser muito diferente.

O segundo tabu, que Kaiser dá dor de cabeça no dia seguinte (mais uma grande mentira, já ouvi ainda versõe que ela dava dor de barriga), ainda vou derrubar no futuro. Esse eu preciso de mais tempo, mas já tenho meus planos. Cá entre nós, você acredita que uma fábrica do tamanho da Coca-Cola iria botar um produto assim no mercado? Bom só se você também acredita em duendes, vampiros ou no Velho do Saco.



Escrito por Leo Garcia às 06h02
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Noite hoje?

Como o assunto é noite, resgatei um ótimo artigo do amigo Pablo Melo, escrito em meados de 2003, no seu extinto blog. Muitas dessas noites (vai dizer, não existe mais nome pra isso - boate? discoteca? casa noturna?) já fecharam as portas, mas mesmo assim vale pela nostalgia. Mesmo que você não concorde com algumas de suas opiniões, o texto é muito engraçado e bem escrito. Eis:

ALLAMBIK: um dos piores lugares de POA. É pequeno
demais e as músicas são insuportáveis. O teor alcólico
tem que estar alto para suportar uma bomba tão grande.
OBS: as meninas que frequentam o ALLAMBIK gostam dos
cabeças de ovelha que surfam no Guaíba e que só tem
maconha na cabeça.


ENCOURAÇADO: para quem curte uma noite forte e
divertida o Encouraçado é uma boa opção. Sempre tem
mulheres fáceis e as músicas são variadas . O ponto
negativo fica pelo calor insuportável dentro do lugar
e pela dificuldade de chegar aos bares para que se
pegue as geladas. Recomendo: Sexta ou sábado


LOV-E LQD: disparado o pior lugar de POA. Tirando as
festas de Gustavo Piccinini a LOVE está fadada ao
fracasso igual ao que se abateu sobre a falida Liquid.
Mas se você mesmo assim quer pagar seus pecados e ser
canonizado pela Igreja lhe darei o caminho do
calvário: quinta - festa do jiu-jitsu, da bomba, dos
cabeças de ovelha e dos pseudo-surfistas maconheiros.
O hip-hop rola a noite inteira na pista principal e no
lounge toca música eletrônica. Óbvio que em uma festa
desse calão sempre rola uma briga pois os caras tão
afim de aparecer mesmo. Provavelmente muitas das
mulheres mais bonitas de POA frequentam a LOVE na
quinta. Como os anabolizantes, a maconha e a cocaína
corroeram a maioria dos neurônios da festa, se dar bem
não é tarefa difícil. Sexta - com o fracasso
retumbante das noites de quinta, a LOVE estava fadada
a cair no ostracismo. Mas os seus donos apostaram na
velha fórmula de trabalhar com nomes conhecidos da
noite de POA como Gustavo Piccinini para que o TITANIC
não naufragasse. Sábado - uma festa às moscas.
Normalmente só o lounge funciona, e mesmo assim não
está lotado.


TOUCH: é como diria o Barão de Itararé: de onde menos
se espera daí mesmo é que não sai nada. A Touch é um
dos maiores equívocos da noite porto-alegrense. É
aquela mesma farofa de sempre: muito hip hop (fala
sério!), uma fumaceira dos diabos e as pessoas que
frequentam vão lá mais para aparecer do que para se
divertir. Séria candidata a ser mais uma daquelas
boates que fecham em dezembro e não abrem nunca mais.
De certa forma este seria o procedimento mais coerente
e a cidade agradeceria.


OPINIÃO: é a bola de segurança. Lá você tem a certeza
que não vai sair sozinho da festa. As músicas são
variadas indo do hip hop (sempre ele) ao rock, fora as
bandas que tocam durante a noite. Nunca acaba antes
das seis da manhã. A cerveja é kaiser mas é 600ml e é
barata comparando com os padrões de POA. Toda última
quinta do mês tem a festa mulher não paga (mas também
não bebe) que é imperdível. Enfim, o Opinião nunca é a
primeira opção, mas sempre uma boa alternativa. Sexta
ou sábado; última quinta do mês: imperdível


ROSE PLACE E SANTA MÔNICA: você e seus amigos estão
disputando um campeonato brasileiro e o jogo está duro
para o seu lado. É 30 minutos do segundo tempo e você
está perdendo o título dentro do seu estádio. O que
você faz? vai na quinta no Rose Place e sábado no
Santa Mônica. Seus números vão crescer
substancialmente. Não há como dissociar um do outro.
Reza a lenda que quem vai no Rose Place na quinta
(mulher não paga), vai no Santa Mônica (mulher não
paga) no sábado. O primeiro é uma espécie de
inferninho onde se concentra o maior número de
aberrações de POA. Mas como em toda regra tem a
exceção, sempre tem umas coisas boas perdidas lá
dentro. A festa em si beira o ridículo pois toca do
dance pop ao sertanejo. Fazer escore é barbada mas só
se você for seguidor da doutrina Dadá Maravilha: não
existe gol feio, feio é não fazer gol. Já o Santa
Mônica é um jogo de proporções bem maiores. A
qualidade também aumenta muito em relação ao Rose
Place. É um lugar talhado aos campeonatos pois a
demanda é baixa e a oferta é grande sobrando espaço
suficiente para você deitar e rolar. Recomendo apenas
em casos de campeonato. Mas se você for apenas pela
diversão não vai perder absolutamente nada e ainda é
capaz de levar alguém para dormir na sua casa.


DADO BIER: a melhor casa noturna de Porto Alegre sem
sombra de dúvida. Ótima infra-estrutura, cerveja
gelada, pessoas bonitas e inteligentes e festa
divertidíssima. Assim como no Opinião, é impossível
sair sozinho , porém, a qualidade da companhia que
você irá arranjar no Dado é bem maior. A noite de
sábado já está consagrada como a melhor de POA. A
noite de terça também é uma boa opção mas bem mais
fraca que a de sábado. A única noite não recomendada é
a de domingo que foi concebida de maneira ardilosa e
maquiavélica por Eduardo Bier para tirar dinheiro dos
cabeças de ovelha maconheiros surfistas de araque.
Festa de sábado - imperdível ; terça sempre uma boa
opção.

 

Aqui é o Leo de novo, esse último tópico foi um adendo que o Pablão colocou algum tempo depois, quando a Liquid mudou outra vez de nome:


sobre a AQCUA 

Alguém ainda se lembra do desenho animado "As
Aventuras de Penélope Charmosa"? Pois esta pérola da
animação foi responsável pela iniciação sexual de
muita gente, graças a uma das heroínas mais
carismáticas de que se tem notícia. Porém, o
importante para essa crítica é o vilão da trama. Ele
era o tutor da pobre moçoila e, disfarçado como um
gênio do mal, fazia de tudo para acabar com a meiga
Penélope. Sua clássica e aterrorizante frase era:
Silvester Soluço é, na verdade, Tião Gavião. Bem,
depois desse prolegômeno eu gostaria de advertir: a
Acqua é, na verdade, a Liquid. É isso mesmo caro
leitor, você está sendo enganado. Colocaram uns
aquários e transformaram os dois ambientes em um só e
pensaram que iam fazer você de otário. A única
vantagem é que colocaram mais bares em torno da pista,
o que de certa forma foi a atitude mais coerente
tomada pelos donos do local pois o pessoal tem que
beber muito goró pra aguentar uma porcaria tão grande.
No mais, a mesma farofa de sempre: hip hop,
anabolizantes, silicones e gente alcolizada(ou seja,
todos os clichês das noites porcarias da cidade). Quem
procurar nos anais deste blog, encontrará um texto em
que escrevi de maneira quase profética que a Liquid
estava fadada ao fracasso. A Liquid fracassou. A
Acqua, que não deixa de ser a Liquid, também está com
os seus dias contados. Pode demorar um pouco, mas
Acqua também deixará de existir. Perguntei a um amigo
o que ele havia achado da festa e ele me respondeu que
havia achado a festa "meio porcaria". Ora! não existe
festa "meio porcaria" assim como não existe "meio
veado" ou "meio corno". Embora tenham ocorridos fatos
significativos nesta noite, não conseguiram me enganar
e você também não se deixe enganar pois na verdade, a
Acqua é a Liquid.

 

Este é Pablo (Era pré-Dado Bier)



Escrito por Leo Garcia às 02h57
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O Artigo Definitivo Sobre Raves

Tudo que eu vou escrever é sobre Porto Alegre, onde eu vivo, mas provavelmente pode ser aplicado em muitos outros lugares do país. Pode parecer um texto revoltadinho e pá, mas na verdade, deve ser encarado apenas como um desabafo.

 

É sabido que de tempos em tempos, os estilos musicais que tocam nas festas e casas noturnas mudam. Não lembro bem da época da lambada, mas a partir daí minha memória fica mais fresca. Veio a onda do pagode, forró, funk carioca, gangsta rap... e por aí vai. Mas já faz uns dois anos que fomos infestados pelas raves. Óbvio que elas já existem na Europa há muuuuito tempo e em Porto Alegre também não são tão novidades assim. Só que nas antigas, eram bem menos freqüentes e só ia a galera que realmente curte esse tipo de som e festa. Esses eu respeito, apesar de terem o gosto bem diferente do meu, iam porque realmente curtiam.

 

Eu na real, não tenho nada a ver com isso, até porque detesto música eletrônica. Me sinto como se fosse meu vô, dizendo que rock era só barulho, que nós não sabíamos o que era música de verdade. Agora, de certo modo, o entendo. Tipo, não me importo de ouvir numa festa, uma ou duas horas de som mecânico, mas a festa toda é um porre. Quando o cara vai embora, bate aquela sensação de que rolo só a mesma música a noite toda. E os ouvidos doem. Mas como é modinha todo mundo ama Progresseive House, Psy Trance, Drun´Bass e mais o caralho à quatro que inventaram. Mas pergunta pra todo esse povo que freqüenta todas raves, quantos deles ouvem música eletrônica no carro ou no quarto, por exemplo. Posso estar redondamente enganado, mas aposto que são pouquíssimos.

 

As raves de Porto Alegre e também as casas especializadas,se banalizaram de uma maneira que dá a pena. Quem nunca ouviu alguém dizendo “Bah meu, pra curti a rave, o cara tem que toma bala, se não, não vale”. Óbvio, o lance é tão insuportável que tu tem que te droga pra agüenta. As minas vão porque é modinha, “tenho que ser vista por todos”, o famoso “social”. E os caras vão ou pelo mesmo motivo (em Porto Alegre, tu chuta uma moita e cai 4 otários) ou é porque onde têm a maior concentração de mulheres bonitas (ou as mais arrumadas, como preferirem). Outra coisa que eu me pergunto é se tem coisa mais patética do que aquele monte de gente de óculos escuros na noite, ou pra tira onda que tomou um ecstasy ou pior, pra fingir que tá loucão (esses chegam até comprar águas e mais águas – que merda). Sem falar do figurino: roupas da Adidas, da Puma e da Everleast (Viva Rocky Balboa!) são obrigatórias. Antes se comprava por preço de banana, agora é a peso de ouro. E quem não tá com marquinha da hora é “out”. Poderia acrescentar gurias chupando pirulitos também e mais um monte de merda, mas acho que já deu pra entender. Eu sei de tudo isso, por que já fui em algumas, não posso falar mal sem experimentar, mas há um bom tempo evito (se bem que tive quinta na Spin, mas só fui, porque era o único lugar perto aberto e porque tava podre de bêbado, mas só serviu pra reiterar todas essas minhas opiniões).

 

Para muitos tudo que eu escrevi é um monte de besteira, e eu não passo de um otário (e às vezes, admito, até sou). Mas esses devem ser os mesmos que dizem que “o Chico Buarque não é gênio, porra nenhuma, gênio verdadeiro é o Dj Tiesto, esse detona”.

Escrito por Leo Garcia às 20h56
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Ahãn?!

Sério, tem algo de muito errado com o mundo. Hoje (domingueira) fez um calor infernal na tarde, tipo em pleno julho de Porto Alegre. Que eu me lembre isso não é normal. Aí cai uma baita chuva filha da puta e começa o freezer. Só quero ver o que vai acontecer nos próximos dias, tomara que não chova chiwawas nem goiabas.

 

PS: Vi um filme simplesmente sensacional agora. O nome é “Napoleon Dynamite”, um independente, ganhou o MTV Movie Awards desse ano batendo clássicos como “Kill Bill 2” e blockbusters como “O Aviador”. Só consegui ver, porque baixei da internet, talvez chegue aqui no Brasil direto para as locadoras em 2009. Mas não conto mais nada, é simplesmente fantástico, quem quiser cópias ou emprestado me dê um toque (tenho a versão original ou com leyendas en español).

Escrito por Leo Garcia às 02h55
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Alfred Neuman Vive

Teve uma vez, em meados do ano passado, que eu e o Patrick resolvemos comprar duas edições da revista Mad, pra tirar uma dúvida: se a gente curtia quando era guri porque a publicação era boa, ou porque éramos idiotas. Não conseguimos tirar a dúvida, pois essas que a gente comprou eram realmente fracas, pouquíssimas piadas que valessem a pena, mas sabe como é, pode ter mudado toda a equipe e tal.

Mas uma das piadas me fez refletir bastante. Era aquelas do tipo “o lado irônico da vida”, em que as pessoas falam coisas realmente idiotas. Aí tinha uma professora dando aula de evolução e um dos alunos questiona “Se o homem evoluiu do macaco, como ainda existem macacos?”. Tipo era pra ser uma piada, uma pergunta estúpida. Mas eu achei realmente filosófica. Como ainda existem macacos e, por exemplo, não existem homens de neaderthal nas ruas (os taxistas não contam)? Para refletir.

Escrito por Leo Garcia às 21h44
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