Uma caipirinha, por favor


Uma noite pra lá de divertida (e bizarra)

Ontem fui no Beira-rio com os guri e me frustrei. Tudo bem sou colorado e já sou vacinado pra esse tipo de coisa. Mas pelo menos deu pra encher a cara. De lá, fomos direto pro show do Acústico MTV de bandas gaúchas, a segunda sessão, que começou a meia-noite.

A primeira constatação não foi das mais animadoras: era proibido fumar e beber no Salão de Atos da UFRGS. O cigarro foi legalizado por nós em questão desegundos e durante todo os shows, o segurança só incomodou duas vezes. Vão tomar no cu, né? Não faz o menor sentido, só porque era na porra de um teatro, é burrice deixar a galera com sede e na fissura. De onde já se viu, assistir shows sóbrios. Enfim.

O primeiro a tocar foi o mestre supremo Wander Wildner. De todos que estavam na segunda platéia, eu e meus amigos fomos os únicos que ficamos de pé, cantando todas as músicas, sob o olhar de reprovação dos outros. Vai ver que na cabeça deles era um ópera ou sei lá, o Bailei na Curva ali no palco.

Todos os shows foram coisa rápida, tiro curto mesmo, como no acústico, 5, 6 músicas e já era. Acabou o Wander e fomos direto pra rua pra tomar a ceva dos ambulantes, era uns 15 minutos de intervalo de cada banda, suficiente pra dar uma abastecida. E foi aí que começou o tráfico que perdurou até o final, o combate à lei seca: enchíamos os bolsos do casaco de cerveja e bebíamos à vontade nos show, agora sob o olhar de inveja dos outros. Os seguranças viram certo, mas nas condições que nós nos encontrávamos, era mais negócio pra eles fazerem vista grossa.

Com relação aos outros shows, o da Bidê ou Balde, que eu tava levando menos fé, foi o que mais levantou a galera. O Carlinhos tava empolgado, invadiu a platéia e quando rolou E por que não, ele deixou só a galera cantar toda, devido a tal polêmica do incesto na letra.

A Cachorro Grande foi competente como sempre e mandou bem pra caralho nas suas baladas.

E a Ultramen fez bonito também, apesar de eu concordar em parte com o repertório escolhido. No final, todos subiram ao palco pra tocar o “hino” Amigo Punk e logo em seguida Peleia, matando a pau. O bizarro foi depois, a música final: Hey Jude instrumental (?). Mas no final das contas deu pra se divertir pra cacete. E a noite tava recém começando, depois ainda fomos pra noite, mas outra hora, numa mesa de bar, conto tudo que rolou. Vale a pena.

 

 

Ah, era proibido irar fotos também...

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Leo Garcia às 15h48
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Um Conto Curto

 Conheceram-se em uma festa.

- Qual é o teu nome?

- Paula Tejante. E o teu?

- Tomás Turbando.

Foi amor à primeira vista.

Escrito por Leo Garcia às 17h45
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Tristeza não tem fim, felicidade sim

Cada geração tem o festival que merece pra surgir novas revelações musicais. Nos anos 60, rolavam aqueles festivais clássicos de onde apareceram Chico, Elis e mais uma pilha de verdadeiros gênios.

Hoje em dia, a atual geração tem o Fama.

Escrito por Leo Garcia às 01h14
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Eu devo estar virando um débil mental

Eu sempre achei uma sacada muito boa, o nome do programa que grava cds ser Nero, por causa do burn. Mas me dei conta que mais genial seria ter um programa chamado Mr. Burn, cujo mascote e garoto-propaganda seria o “excelente” Mr. Burns.

Escrito por Leo Garcia às 01h10
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God Save the Queen

Eu sempre quis conhecer Londres. Smpre foi uma cidade que me atraiu, e estava nos meus planos pra minha viagem de mochilão. Mas depois de toda essa história, acho que o clima não tá bom, ainda mais pra mim que pareço muito mais um islâmico (leia-se turco) do que um ocidental. Mas como eu vou ficar um ano, uma hora vou acabar conhecendo. E acredito que existem países mais bacanas que a Inglaterra pra curtir o verão europeu.

 

Fico pensando o que aconteceria se a polícia brasileira desse cinco tiros gratuitamente num inglês que vivesse legalmente no país e depois o Governo disse que todos agiram de maneira exemplar no caso. Sérios problemas diplomáticos no mínimo. E no máximo, uma reedição da Guerra das Malvinas, só que sem as Malvinas. 

Escrito por Leo Garcia às 01h04
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Vagabundo é a mãe!

Agora que eu já to um tempo desempregado (por opção, como respondem as gurias que ainda estão sozinhas nas festas), eu percebo porque o Brasil não vai pra frente: tem muito vagabundo aqui. Parece papo chavão, mas não é. Todas às vezes que eu fui em shoppings centers pela tarde, tinha um mar de gente. E não é como eu pensava, maioria de velhos e pré-adolescentes, não, não. Homem, mulher, de tudo que é idade, todos passeando na maior calma e tranqüilidade. Deve ser por isso que quando o Walt Disney decidiu criar um personagem brasileiro, nasceu o Zé Carioca, o papagaio que foge do trabalho como diabo da cruz. E adora uma boa feijoada.

Escrito por Leo Garcia às 00h49
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Toca Raul!

Eu tava escrevendo um artigo cujo título era “Metamorfose Ambulante”. Aí olho na Zero Hora de hoje uma coluna com o nome quase igual. Jung é que tá certo. O texto é da psicanalista Diana Corso.  Li e gostei muito, entonces resolvi publicá-lo neste humilde site. O meu fica pra outra hora.

 

Metamorfoses ambulantes

Quem é assíduo ao computador, particularmente aos espaços de comunicação instantânea e compulsiva, como hoje é o MSN, já está acostumado a reconhecer seus amigos sob diversos disfarces. Além do nick-name, apelido pelo qual alguém se identifica de modo mais ou menos permanente, sempre há uma frase que o acompanha, uma pequena mensagem, que é uma extensão do nome. Pode ser um trecho de letra de música, um recado, ou mesmo a descrição do sentimento ou ação do momento, como "morrendo" ou "sem o q fazer". O importante é que essa frase muda com freqüência e deve ser atualizada para melhor retratar a situação vigente e o personagem que representa. Esse carnaval de Veneza virtual não visa a esconder a identidade de ninguém, mas sim revelá-la em sua condição multifacetada, variável. Não são máscaras que ocultam, são enfeites, que ressaltam e descrevem o estilo e estado de cada um. Como quase tudo em nosso mundo tecnológico e hiperconectado, estas epígrafes de si mesmo mudam toda hora. Ninguém duvida da necessidade de ser visto e notado em nossa "sociedade do espetáculo", porém, nesse esforço cotidiano de buscar um apelido e uma frase que nos representem e caracterizem, há mais do que uma mera vontade de aparecer. Não é irrelevante que, além de chamativas, essas confissões públicas sejam evanescentes.

A velocidade é uma mania contemporânea. Achamos que essa urgência toda achatou nossa qualidade de vida, quando na verdade a pressa propriamente dita faz parte da busca angustiada pela tal qualidade de vida. Quando, por exemplo, uma criança pequena fica agitada e irritadiça, exigindo ser levada de cá para lá, que lhe alcancem inúmeros objetos que ela em seguida joga no chão, consideramos que ela está com sono, buscando nesses gestos alívio para um mal-estar difuso, e a tranqüilizamos para que durma. Já quando um adulto muda constantemente de carro, namorado, profissão, estilo, mostrando-se entediado ou insatisfeito com tudo que planeja ou conquista, consideramos que ele está exercendo sua liberdade de escolha.

É verdade que é bom poder mudar de idéia na vida, mas a urgência das trocas pode estar denunciando que, como a criança chorosa, estejamos sentindo-nos desamparados, esperando que um objeto ou uma posição social possam garantir bem-estar, certezas e aconchego. Talvez tudo dure pouco exatamente porque somos mutantes quanto a quem somos e o que queremos. Não nos sentimos inseguros porque a velocidade desestabiliza as coisas, pelo contrário: o culto à rapidez resulta da ansiedade de nossa busca por respostas e alívio. Essa incerteza é a fonte de tanta verborragia (muitas vezes escrita de forma telegráfica, para leitura imediata). O visionário Raul Seixas antecipou: já somos metamorfoses ambulantes e, com medo de perder-nos de nós mesmos, informamos incessantemente quem somos, nossa posição e estado. O mais legal é que supomos, e encontramos, interessados nessas informações. Câmbio.

 



Escrito por Leo Garcia às 15h06
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Nota Deeeeeez

Descobri que as pessoas podem dar nota pro meu blog. Por nada fui ver e duas pessoas já tinham votado. E minha média é 10,0! Obrigado a todos pelo grande reconhecimento, é graças a vocês que continuamos trabalhando com muito empenho, vontade e amor no coração.

Escrito por Leo Garcia às 19h43
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Drible da Foca

Mesmo quem não gosta ou não entende nada de futebol, fique de olho em Kerlon, a nova revelação do Cruzeiro. O guri tem 17 anos e simplesmente inventou uma jogada nova no futebol: o Drible da Foca. É simplesmente maravilhoso. Eu tinha visto ele fazer isso pela Seleção Brasileira sub-17 e agora começou a aprontar no Brasileirão. O guri levanta a bola e fica batendo com ela na cabeça e caminhando. O adversário fica desnorteado, sem saber o que fazer, e quanto menos espera, toma um chapéu. Divino! Mas esse lance tem que ser visto e não lido. Alguns juízes estão ameaçando dar falta do Kerlon por querer humilhar os adversários. Tem que mandar prender sujeitos que pensam dessa maneira, a jogada dele, além de genial, na maioria dos casos é muito objetiva também. Mané Garrinha deve estar sorrindo no céu.



Escrito por Leo Garcia às 16h42
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P.T. Anderson

Reevi Magnólia hoje. Bah...

Escrito por Leo Garcia às 01h51
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Pelé Eterno (de verdade)

Vi hoje um filme que poucos ouviram falar. O nome é Fuga para a Vitória, de 1981 e o seu elenco é um dos mais bizarros da história: Sylvester Stallone, Michael Caine e Pelé. Isso mesmo. É sério. Não sei se preciso dizer mais alguma coisa, mas as risadas estão garantidas numa trama envolvente, onde há jogadores profissionais com mais de 60 anos (inclusive MyCocaine), nazistas bonzinhos e o Rei do Futebol falando inglês. A cena dele e o quadro negro é impagável.

Mais engraçado que isso, só no final da exibição. O Mickey, cachorro do Pedro, queimando o rabo (com direito a fogo e tudo) no aquecedor e nem dando bola. A galera ficou desconfiando que ele tinha hanseníase, a doença que as pessoas não sentem dor, e que tinha comercias clássicos nas antigas prevenindo, dos quais não lembro. Não se preocupem, Mickey passa bem. Já o Stallone parece que está com a boca torta.  



Escrito por Leo Garcia às 02h37
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